Submersão / Manteiga derretida

O Quadro do Jacó (versão S)

Submersão

Um esqueleto antes não visto se desprende da terra. Todo o processo de nascer, evoluir e morrer.

Assim como todo o lixo vai pro mar, quero que meu corpo pós morte vá também, como aqui no quadro, mas que minha passagem pela terra seja colorida, rodeada de olhares importantes e voos. Voos pra dentro de mim e todo meu existencialismo, confusão, mal educação, amor… Mas também viajar literalmente, pegar um carro e voar pra longe muito bem acompanhada, praias, cidades, outros países, outros mares e neles me perder a cada mergulho, me achar assim que colocar os óculos na cara de novo.

Começo, meio e fim.

Espero estar no meio.

Sirène

O Quadro do Jacó (Versão C)

Manteira Derretida

Vejo ainda o começo, o meio e o fim, mas de maneira diferente. Como se lutássemos para ter asas o tempo todo e acabássemos submersos na escuridão.

A vida é como água, como manteira derretida:

  • Distorce;
  • Escorrega;
  • Causa danos.

Mas no fim é tudo questão de:

  • Aceitação com a vida;
  • Aproveitar cada escorregão;
  • Ver novas perspectivas;
  • Enchergar coisas boas em meio ao caos.

Nascer, CRESCER, morrer.

Sobre nascer não tenho algo a acrescentar, sempre fui sozinha por opção.

Sobre morrer só uns achismos, mas que seja submersa onde quer que seja. Tão intenso quanto as cores no quadro, tão azul quanto o oceano. Morte calma.

Me derreto as vezes pelas coisas da vida como agora estou, mas olha… raridade de acontecer…

Sirène

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MOOD (data indefinida)

Não pertenço.

Não pertenço as pessoas, aos lugares…

Não pertenço a minha vida, meus gostos…

Não me prendo mais nos livros, não escrevo mais sentimentos, pois nem eles me pertencem mais…

Pertenço a mim e apenas ao meu universo, aquele de quando fecho os olhos.

Não pertenço mais a qualquer comida, bebida, meio…

Pertenço a raiva, a tristeza e o não prazer de viver.

A culpa disto não pertence a mim!

Sirène

Volta logo

Essa crônica nem é crônica, está mais pra um apelo.

Meu bem, toda a vez que você vai embora eu fico sem saber como reagir. Não sei se eu estou dramatizando tudo, mas sua ausência me faz muita falta.

Queria você pra compartilhar momentos, mesmo que não muito significativo. Ficar de papo de pé de ouvido, cafunés e o que mais der. Tomar banho juntos pra eu admirar cada traço desse corpo escultural que você possui. Ou quando eu saio do banho e dou de cara com você seminu na minha cama, da vontade de começar tudo de novo.

Meu bem, vamos viajar, sentir o vento no rosto juntos, meia hora de músicas minhas e meia hora de músicas suas, a gente alterna. Conhecer várias paisagens, nos beijarmos em todas elas e, se der, até mais que isso.

Eu fico feliz em como mostramos tantos pontos de vista um pro outro, o quanto agimos juntos pela arte, o jeito que nos conversamos e nos entendemos.

Cada dia existem mais árvores no nosso jardim, creio que logo colheremos os frutos de todo esse esforço e amor. Cuidamos tão bem um do outro que, sinceramente, não tem como não sair coisas magníficas de nós.

Meu bem, volta logo que eu tô morrendo de vontade de viver com você, na rua ou quarto, fazendo ou não planos, planejando ou não ideias de futuro. Saudade de você.

Sirène

Os por quês do interesse

1. Arte

2. Olhos

3. Dentes

4. Ideologias/Modo de pensar

5. Intelecto

6. Fonética de algumas terminações

7. Jeito de desenrolar um assunto

8. Expressão fechada

9. Modelo das sobrancelhas

10. Barba

11. A luta interna pra fugir de algumas coisas impostas pela sociedade

12. As curvas dos braços

13. Extremidades (mãos, pés, orelhas)

14. Jeito atrapalhado de fazer as coisas

15. Saber escutar o outro/Empatia

16. Misterioso

17. Maluco

18. Extremamente delicado com carinho

19. Sexo

20. Gírias/Dialeto próprio

21. Topar coisas inusitadas

22. Maduro

23. Humor Espontâneo

24. Lanchinhos crocantes

25. Atencioso

26. Realismo

26. Extremo talento artístico

27. Textura dos fios (cabelo, barba, pelos da perna, braço, corpo)

28. Dormir gostoso juntos

29. Jazz

30. Viagem

31. Etc

Sirène

Ranço

Se tem uma coisa que me dá ranço, essa coisa é o humano.

Estou passando por uma transição de vegetariana pra vegana, pra mim, é tão claro o por quê, infelizmente pras pessoas não, assim a coisa que eu mais amava em festas se acabou pra mim: comida.

Apesar de existirem receitas veganas de todas as maneiras ainda existe uma intolerância das pessoas a minha volta, não só por achar frescura, mas pelo preconceito.

Fora a matança de todos os animais que todo dia aumenta, lixo produzido, blusas de pelo de raposa, etc.

O ser humano sempre foi fora da casinha, porém ultimamente eu tenho achado só extremamente nojento de caráter mesmo, sabe?! Me envergonha ser o que sou, me envergonha comer queijo, sorvete e bolo mesmo depois de tudo que eu vejo, pesquiso.

Que ranço de ser um humano…

Sirène